Tuesday, October 2, 2012

Digital ou analógico...eis a questão!

Foi este primeiro álbum de Metallica que me colocou em contacto pela primeira vez com a gravação digital perpetuada no então recente CD. Como fã da banda já à uns anos que possuía o dito numa cassete, já que nos tempos de estudante a malta contava os tostões e para aí no Natal e nos anos lá havia escudos para comprar qualquer coisa das bandas que gostávamos. Lá arranjamos alguém com leitor de cds e toca a gravar por cima porque isto de ter gravações de disco a ouvir-se a agulha e os riscos todos não é cool. Ao chegar a casa é que foram elas. Meto aquilo no deck e.... virgem santíssima. Que som tão limpo! Parece que estamos a ouvir musica dentro de um aquários (sem peixes, claro, que apesar de não existir o programa matinal do "xiquinho ao leu" já tínhamos preocupações ecológicas!). Mas havia um problema! O álbum parece tocado por uma banda de rock tipo Stones e por consequência está muito menos pesado. O final da cassete com uma musica da antiga gravação não deixava margem para dúvidas, a guitarra e o baixo não tinham nada a ver. A "batera" muito menos possante e mesmo a voz pareceria ter levado uma injecção de Celine Dion". Como putos que éramos não  percebemos muito bem o fenómeno, mas não voltei a repetir a graça. Mantive as gravações originais e comprei discos até 1995, praticamente a altura em que desapareceram. Já nos tempos da net, as pesquisas e a conversa com alguns amigos "musicólicos" fizeram-me perceber as diferenças entre o analógico e o digital. Enquanto que o primeiro mantinha o sistema de gravação e mistura original de pistas o digital comprimia a musica para a fazer caber no mais reduzido cd, alem de apresentar ao mundo as maravilhas da digitalização computorizada. A vantagem, sobretudo o tamanho reduzido do cd e do respectivo leitor. Ainda hoje, o tamanho, o preço e a falta de espaço não permitem ter o tal aparelhometro  para os discos. As próprias aparelhagem actuais nem têm o tal "auxiliar" que permita acoplar o tal do gira-discos. Mas agora que os discos andam por aí às carradas outra vez, algum dia, a rudeza substituirá a pureza. Algum dia...

Mf